Muita arte na rede Ello. Visualize:

Muita arte na rede Ello:

Poemas de Adrian'dos Delima exibidos neste site

EM PERMANENTE MANUTENÇÃO .


    
E com parcos recursos além do cérebro e das mãos.








    REFRÃO

Poemas todos oportu(=ocasio)nistas, 
publicados neste Rimaevida,
by ADRIAN'DOS.

Poemas todos desoportunistas, 
publicados neste Rimaevie,
by ADRIAN'DOS.

Poemas todos inoportunistas, 
publicados neste Rimevia,
by ADRIAN'DOS.

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overtourism ouverture


o homem e seu degredo
a vida e sua lida
a lira e seu segredo




À guisa de introdução




"Uns trastes-véio novo" é mais uma mini-antologia de pequenos poemas descartados que lanço para apreciação dos meus leitores. São poemas curtos e/ou de versos curtos, linha abandonada pelo autor, produzidos do final dos anos de 1980 até meados dos anos de 1990, principalmente, época em que se firma e se estabelece no Brasil um modismo haiku impulsionado pelo sucesso estrondoso de Paulo Leminski fazendo sua mescla de concretismo com o haicaísmo humorístico da linha de Millôr Fernandes.

Em alguma medida, a presente reunião é feita de poemas que participaram do "Volkgeist do tempo", buscando muitas vezes a fanopéia curta e a desconstrução da matéria linguística e sua posterior reconstrução através de padrões rigorosamente "construtivistas" nos moldes de uma certa poesia vanguardista do período pós-II Guerra Mundial, a segunda onda da vanguarda em poesia, diríamos, porém aliadas, no mais das vezes, à antiga ironia modernista de Oswald de Andrade e ao subjetivismo e temáticas surgidas com a contracultura.

ADENDO:

Quando da publicação online destes poemas não julguei necessário lembrar que as línguas, em grande medida ao menos, bem como a grafia das palavras, por completo, são meras convenções. Desta forma, naquela ocasião não julguei conveniente avisar de que me utilizava, na década de 1990, de algo chamado (por mim?) de "linguagem-personagem". Queria eu dizer que convertia a linguagem e/ou a língua escrita em um "personagem" de um texto de forma análoga à que um personagem se insere em uma peça de teatro. Mis especificamente como um mímico. Assim, em um poema como "Ondas contra a rocha", escrevo a palavra "ranço" com "s". Embora, visualmente, meu arranjo me parecesse melhor que usar um "ç", neste momento eu tive aquela intenção de usar a linguagem como um personagem, e o "s" em "ranço" como um porrete nas mãos de um ator mudo e gestual que poderia surgir em uma montagem teatral de Jean Genet.

Espero, com estas últimas palavras, ter esclarecido um pouco as dúvidas que algumas pessoas incautas e com uma visão mais usal e utilitária (e menos poética) poderiam ter quanto ao uso que faço da "língua escrita" nestes velhos poemas.

                                                                      

Adrian'dos DeLima.

    

    




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antologia de pequenos trastes velhos






 VESTÍGIOS DO MEU PORTUGUÊS
    
Sótãomontagem, Adriandos.


 Traços de lua
 Rua triste
 E atrás de mim
 Às traças
 Meus traços de lesma
 Maltraços de linhas

 O galo começa
 Lá mesmo
 Um canto de agouro
 Onde no céu
 Se traçam
 D’ouros
 Vind’ouros nas frestas
 Da janela persa
 (De  Veneza ?)
 (Da Tailândia?)
 (Desta.)


PEQUENO POEMA SEM CONTA



O dois é um bom número
Mas mente o bom matemático que diz
       Pois na física somos dois
       Mas dois não é da física
Dois é da matemática e na boa matemática
De quem já sabe contar nos dedos
        Somos um
Não na física e nem na matemática
Pois aprendi que no amor como na vida
        Já não existe
        Ciência exata



COISAS, COISAS

                  
coisas, COISAS que eu quero dizer e digo pra trás
Eu quero dizer coisas
que eu quero dizer e deixo pra trás, digo, fico
Eu quero dizer
São essas coisas que eu
não digo
quer dizer
ficam



         flâmula

       Hoje me sinto triunfante
   E vivo
o cigarro no escuro
E vem
dia e vem sol
e eu cada vez mais
              vivo
queimo de paixão
                        pela brisa
       digo olá




POEMA COM CAUSA E EFEITO


Por causa do teu reflexo
Que estudavas no vidro embaçado
Ficou no banco do trem
Meu guarda-chuva com cabo de madeira.




POEMA QUE EU NÃO ACHO 


(1) Não acho nada
      Ninguém acha nada
      Quando acho perco

(2) Não posso achar
      Nada que não tenha
      Sido achado ainda (antes)

(3) Não posso achar
      Nada que ainda
      Não seja achado

(4) Não posso achar
      Nada que não seja
      Perdido ainda

(5) Não posso achar nada
      Que não tenha sido

(6) E nem nada que
      Não tenha sido perdido


...
Soluções: 123456 - 12365 - 1246 - 12465 - ...........................................................................................................



CALENDA


Dos
Números grandes da folhinha
Ficou a parede rosa
A mulher alisando as crinas


autoretrato


a amargura ama
e vive atirada sobre uma cadeira velha
esperando a própria morte
e desejando a morte alheia
enquanto não sente nos lábios
o toque dos lábios
que ela tanto anseia





                       ANDANTE AO SR. DIRETOR


 nenhum extravio tira
do caminho quem

ainda no automatismo guia
                                       espalhando flores

 no retrovisor
                                                                         com sorrisos



     COLHENDO AMORAS


O que quero provar (primeiro)
São os teus dedos vermelhos.





NESTA NOITE


Nenhum sentimento em especial

Um coral de sapos porenche a chuva
Espessa e com parco reflexo

Até que aqui pra dentro transborda
O coração cheio




PÁGINA VAZIA


As flores botam suas hélices no ar
Vão embora
Neste jardim
Há os que vi abatidos como moscas
E eram borboletas




TURBILHÃO


O ventilador olhou dois lados
Eu dormi
Ele virou pro outro
E enterrou bem fundo
As hélices pela janela
Numa nuvem de chuva





NA ÁREA COBERTA DOS FUNDOS

A lâmpada
de mercúrio
quando apago
custa a perder
sua cor vermelha

Igual à pera
que dá nos postes
da avenida
é a lâmpada
desta viga

E tuas bochechas
que eu julgo maduras
em paixão
pra cobrir de mordidas
frutívoras, também são.




DENQUANDO VOU PELO DESCHOVIDO

Um asfalto que se mexe
     Parece vivo
Em minhas botas
Choveu cacos de vidro 

De um poste a um limoeiro
Contra a luz fraca
Do presente

Penso
Que meus cabelos prateiam
Na soma dos instantes
Com este






    



    

CONCORRRENTE
Alguém está pintando
Por dentro o Boquita`s
Vazio e é como
Os bares em volta
No dia de sol
Issem sorrindo
A vida na selva
E eu
E eu com isso



    DIZ-QUE-DIZ


diz que o sol se levanta
diz que o sol se põe
copérnico diz burrice
para o sol ele é sempre meio-dia




BEST FRIEND

deita rola fica parado finge de morto abana o rabinho
                                                     busca pauzinho

companhia dispensada





DUM DISCURSO DITO-SE HONESTO


Ri
Assumo
Isso
E os outros se olham pela sala de reunião

Enquanto me orgulho

                      
          


PAR

Caramujo preto
De latrina
Pública
Meu poema bate
Na próxima
Porta
Senta lendo e se en-
Rod’
Ilha





CAMONS

Se desse eu com engenho e arte
Tendo visto clarivisto
A toda gente em toda parte
Me enjambro ainda em longe mar bravio

Atrás da seda  cor do céu
Engendrava-na no navio
Essa gente do tear que adoça
O lume vivo o que se não viu




O VOTO DE SILÊNCIO


Diz-se um discurso contemporâneo

O verdadeiro nadador
é aquele que cruza os braços
diante da água.
A estrela mais bela
ainda está por ser descoberta.
O grito
que vale a pena ser ouvido é o do mudo.

Incorre em erro
aquele que diz o que acha que sabe
porque a verdade está escondida
e em constante movimento.

Se você diz estas coisas é que está por dentro

*


Todos estes poemas foram escritos entre 1988 e 1995.




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 Praquele que pense que não sei usar as formas fixas, clássicas, etc.



    

CUMMINGS, ALGUM RELIGIOSO DA IDADE MÉDIA, SEI MAIS QUEM , JÁ FIZERAM ALGO ASSIM.                É COMO CRIAR UM BLUES...              OU UM SONETO!



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 bi & bi, a & b



  


be & be
être  & être

sunt equal

esse/sum muito diferentes para iguais
são ser são estar são izan são egon
é ali no euskara, vascuense ou basco diga se quer assim
a origem da diferença
que os latinos
pensavam toda idêntica
havia uma diferença entre/
um versus
e assim aproveitando-se da confusão no império
a língua euskara promoveu
uma invasão de tão bárbara
que nem indo-européia
e desde aquele era
o latim foi derrotado
e não tem império maior que o dos bascos
desda Ibéria a Latinamérica
e no resto pequeninho do mundo
no presente eu sum tu ele qualquer um outro est
diferente
tudo igual só na língua comunista de tipo
da Norteamérica Federal e a de franceses
e cá no português da mixtura da diferença e respeito à liberdade
do outro do ser e do estar
humildemente estão aqui
estes versos
e nem sei como são
iguais ou diferentes
se linossignifi
subvisões
ou sem valor
a pedir respeito


02 11 2011















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Um poema para lembrar como anda a igualdade no Brasil.


    

CONTAÇÃO DO PRETO-VÉIO NOVO 
     BAIXANDO ALTERIDADES DELE




nêgo laércio tinha
banheiro à luz da lua
e comia com paus
no potinho de barro
porque dizia melhor era 
prato com piso da própria 
casa mas me deu que tinha um único
talher metálico

o telhado chega um ano
que fica pronto
e trabalhando na construção
dos outros
os analfalínguas que feito surdos
falava três línguas e comia em silêncio
entre nós como entre todos

deixou no passado largada
a pintura em telas e dava
demãos em
paredes

ficou
de mão com dedos
entrecruzados em um joelho sobre outro

nos olhou com ar de quem
vê dois ninguéns de pobre saber da vida




27 10 2012

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Poema opto-fonético do autor


Pirilâmpida

  
              Dos mais
                                    simples
                                    fog-
      etes sus-
                                     cessivamenteestour  ando-  s
     eentrenu vensentrenu vens         são
                                                                     luz es
            como  eram nuuvens
                                               de vaga  -
                                                                  lumes
   len tos
                 
                é  provável            não viste
                                                      ano-novo
                                                                                         embr  ilh  ar-se  
                        mais  rico
                                       apaga-se-  acendendo-
                                                                              -se
     que que cri es                   tavas                en                    tre
                                            ou                                                  tros
                                                            gri           los
                               obs -
                        cu r idade s  eeeeeeee                     sing
                                                                          gra                        vas nos nov  - os

                                                                                          € ventos 





  ***




devoracidades

              
              
1.MERCADO PÚBLICO EM PORTO ALEGRE

A (de)voracidade do mercado
Onde as cidades famintas de fome
Observam as cenouras e beterrabas
E se extasiam com a beleza das cores
Devora as pessoas antigas
Com sua arquitectura ora clássica

17/02/2006


2. TRAFICANTES NA FAVELA DA ROCINHA

Os seguranças com rádio na mão
Defendem com arrogância
Do alto dos seu banquinhos
A freguesia de todos os shoppings

02/2006

3. EXPLICAÇÃO AO FUNCIONÁRIO DEMITIDO
  
Veja bem o senhor não seja
Tão honesto
Não é importante o atendimento
O importante é crescer o montante
Do monte que já é um monte
Do montão que o nosso banco come
Desmoronando de muita cidade
Barranco abaixo

02/2006

4. BALA DE POLÍCIA
Meu canto é um adolescente morto

A cada verso
1995








              
              

Saturno na sucata, recriação do artista Vik Muniz para obra de Francisco Goya, na qual Saturno/Cronos (a deidade representante do tempo) devora um dos seus filhos, como no mito. Explica-se, o tempo devora a tudo e todos. A cidade idem. O Tempo gira em volta de mim,
 sussurra que apaga os caminhos,
 que amores terminam no escuro. Conjurando as palavras de Aldir Blanc. Como disse James Joyce, sobre sua terra, "A Irlanda é uma porca velha que come os seus filhos no nascimento". Assim as devoracidades. Somente deixa-nos sucata.

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Fábla do grilo e da cigarra?


Uma F BLA de o CRI loCRILO e a cigr arara

 1.por que os grilos só cantam à noite

?

os crilos grilos no arbusto na beira da faixa da estrada fazem o criiiii criiiiiii mais forte por um instante que os carros automóveis ganem milagre

os crilos grilos no arbusto era fim de tarde era quase a noite te anoi tecida

no fórum juízes desembargam
mas esses  à noite já dormiram

o faz à noite o cri por ser mais seguro,
menos sujeito a predadores como pássaros e aves geral
somente morcegos e sapos 
Pq eles são noturnos, Falou!!!!!! pq eles dorme de dia!!! sei lah se assim msm mas deve ser neh!
cantar, eh errado, eles friccionam ALGO pra produzir akele(s) som, q pode ser usado pra demarcar territorio ou pra atrair a fêmea é fácil...tais ligado! Se os grilos, usam os sons para atrair as fêmea de sua espécie.  eles usam a noite para se esconder.  por ser muito feio , o grilo tenta conquistar a mulher de forma escondida.
De acordo com meus percebimentos é correto afirmar que com a intensidade do barulho que há de dia não dá para ouvir o seu barulho.  acertei
Nenhum dos faladores sabe se o grilo canta só de noite
sim cantam
Pq eles são boemios e curtem essa de cantar na noitada... os grilos são uma galerinha firmeza, tem uma banda de grilos no quintal que tal de casa eh mó astral... os grilos cantam o dia todo!!...eh que de manhan tem tanto barulho que vcs nao os escutam..... porque eles ensaiam o dia inteiro.

nas enciclopédias já não se discute
mas as encíclicas se produzem

embora os grilos só cricrilem quando a temperatura varia entre 12 e 36° C, quando eles estão cricrilando, você pode calcular a temperatura com poucos graus de erro (então não seria só à noite?)

Para descobrir a temperatura, conte quantas vezes um grilo cricrila em quinze segundos e adicione mais cinco.
O número de cricridos é de alguma forma afetada pela umidade e há diferenças entre os próprios insetos
O canto do grilo já foi tão apreciado pelos povos de certos países, que era costume mantê-Ios em gaiolas, da mesma maneira como o fazemos com aves canoras. Na China, por exemplo, os grilos eram mantidos em gaiolas tão bonitas, que agora se encontram nos museus. Quando a “voz” do grilo é analisada em gravadores, nota-se que o que parecia cricridos individuais ao ouvido humano, é na verdade uma complicada combinação de vibrações e harmonia. Um cricrido do grilo preto comum dos campos consiste na verdade, de três ou mais vibrações.

mas eu já fui a lugares silenciosos, o barulho dos grilos é só de noite

Louvai ao Senhor da terra, monstros marinhos e abismos todos; (.... ) feras e gados, répteis e voláteis. Salmo 148:7-10.

Os grilos emitem o seu som, esfregando os dentes da lima de uma asa contra a raspadeira da outra. Somente um Deus maravilhoso pode criar esses animaizinhos, dotados de tão extraordinárias habilidades. Cada cricrido emitido pelo grilo é uma nota de louvor ao seu criador, exaltando a qualidade de sua obra.

belas palavras e pura literatura a partir da ciência pura

o que constato é o milagre momentâneo que fez as criaturas cantarem mais alto um segundo que toda a porra de poluição sonora estrondando


2. e as cigarras

a cigarra canta no verão
a cigar ar rra toca sua trt-rombeta
e não canta no invrerno morrmor e
todo mundo conhece
o grilo todo mundo não conhece
o grilo é uma história nova
este poema conta uma fábula
de uma confabulação
a cigarra só canta no verão


o grilo só canta de noite
o grilo não só canta de noite
o grilo só canta quando a temperatura varia entre 12 e 36° C
o grilo não canta

o grilo canta de dia
o grilo dorme de dia
o grilo tem hábito notívago
o grilo ensaia de dia a orquestra
o mundo é surdo
não
eu já ouvi no silêncio e de noite o grilo faz barulho
o grilo não canta
o grilo não canta de noite
o grilo não foi feito boêmio vagabundo cigarra musicista
o grilo

:
os crilos grilos no arbusto na beira da faixa da estrada fazem o criiiii criiiiiii mais forte por um instante que os carros automóveis vum um  

os crilos grilos no arbusto era fim de tarde era quase anoitecer

esta é outra parte da história
vi um dia
não teve outro como igual daquele
plena surpresa eu em pressa em andando em na rua de na cidade

o grilo não canta pq não tem voz
o grilo

ele esfrega as patas traseiras
sim
não
não sei
é executado pelos machos a partir da fricção de suas asas
é preciso ser macho
os machos possuem uma série de pelos nas bordas de suas asas alinhados como pentes e produzem os sons roçando uma asa contra a outra

Louvai ao Senhor da terra, monstros marinhos e abismos todos; (.... ) feras e gados, répteis e voláteis. Salmo 148:7-10.

bom, dia isto foi um canto
bom, dia isto foi uma fábula
bom, dia isto foi uma confábula

o grilo faz de conta q ele canta

e não morre era uma vez como  
cigarra nem como formiga

o cr o gr o cril o grlo grilo falado não morre no fim o jacaré tem muita boca
o crocodilo tem muitas lágrimas
digam a La Fontaine que eu o mandei à merda






                                                                 09-10/03/2012




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M C Escher
ASCENSO SELECIONADO                                                                                                             
                                        
próximo a
filho da
acostumado a, com
nocivo a
necessário a
relacionado com
filho de
ojeriza por
útil para
desejoso de
união com
apto a
entendido em
hábil em
versado em
grato a
diferente de
preferível a
suspeito de
impróprio para
compatível com
escasso de
vazio de
alheio a, de
fácil de
essencial para


1990


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ESTADO DAS COISAS ENFRAQUECIDAS
OU A VELHICE DO MUNDO
E UM BOM COMEÇO
POR ONDE SAIR UMA FANOPÉIA

chuva está neblina
fogo está brasa

floresta está capão
banhado está aterro
rio está rêgo
bio está artifício
mundo está planeta
poesia não está nada
a
legria está momentos
sentimento está emoção
amor está cumplicidade
casamento está sociedade
irmandade está reunião
união está vínculo
homem está ser
poesia está nada
e porque p
ecado está erro
erro está falha
crime está deslize
trabalho está guerra
guerra está negócio
negócio está guerra
guerra está trabalho
férias está parada
poesia está nada
almoço está fast-food
fama está 15 segundos
talento está fama
vida está passagem
morte está dinheiro
religião está dinheiro
ciência está dinheiro
ciência está poder
sexo está poder
mulher está ser
poesia não está nada
então humano está ser
mundo está planeta
vida está passagem
chuva está neblina
fogo está brasa
poesia está nada
poesia não está nada

31 08 2011


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O NOSSO NEGÓCIO DE HOJE                                                                                                                       

O negócio do haikai $ 俳句 já foi                             
O negócio agora é longopéia modernosa de meia longura 
A gente tem mais que assuntar
A gente já viu de tudo
O povo pouco que ler tem de tempo
A gente já dançou a música da melopéia que é posta em dúvida                                                    
Não resta dúvida quanto aos negócios
São negócios
Isso é negócio
E este não é um negócio de dar dinheiro
Dance conforme
O tal deste negócio é poesia se chama
Dê uma forma
Quando você entra no mundo dos negócios é melhor ficar esperto
Se não é um negócio que dá dinheiro e não é um negócio que dá em árvore
Então pode ser o nosso
O nosso negócio é escasso
O nosso aparece às vezes no sono
Também quando você acorda
Se você meio dorme
Somos cordiais
Negócios são fazer acordos
Business são-nos feitos contra a nossa vontade
Nós não somos desses
Você no nosso negócio encontra um cliente ou outro e muito por acaso
Eles vêm porque querendo sendo-se independentes do mundo dos negócios
Não porque desejam o que neles desejamos&
Vêm é porque já eram nossos



              




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ESBOÇO DE HISTÓRIA DE UNS TRIPÉS  DINÂMICOS FALHADOS



J era um cara que tinha uma perna torta

J era um cara que tinha uma perna e outra

Era um cara que tinha um pai e mãe

A mãe era torta

A mãe não era torta

A mãe envergou

Era pesado o peso de J

Envergou muita coisa uma árvore uma coluna uma perna uma mãe

O pai de J ajudava c'o peso

O pai pesando encima da mãe encima dos dois o pai na balança 

Pesava um morto de vivo que era

Já não havia J nem mãe que aguentasse

Tudo isso era visto como se um elefante caindo em cima de um limoeiro

Depois o bicho não quer ser espinhado

E assim foi assim assim igual como eu conto

J foi abaixo é o certo do sabido

J foi visto no caixão descendo

Foi a terra espalhada 

Foi uma laje abaixada 

Foi J 

Assim foram os tripés caídos

Nunca mais que se sustentaram

O movimento incessante parou e ontem de noite nem se havia mais os pedestres do centro da cidade errando nem nestas linhas 

Já era sem J





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O trânsito em transe, ou dois poemas de Adriandos Delima. 

O trânsito em transe, ou dois poemas de Adriandos Delima. 

O trânsito em transe, ou dois poemas de Adriandos Delima.






                 passe   



                                1. 

passe


passe


passe
passe



NA TRADIÇÃO FUTURISTA (OU NA TRADIÇÃO-ANTI)



1. trânsito em transe

os cruzamentos e as rótulas tensas
os automóveis se olham
as cidades do futuro não avançam
a vez das bicicletas prende a respiração
os idosos não dão o primeiro passo incerto
os bêbados praguejam
ninguém sabe até onde 


2. eco-carroças contra a privatização do lixo

os carroceiros futuristas se carregam de sacos pretos
as cabeças dos carroceiros ficam entre grandes fones de ouvido antigos
os narizes e bocas dos carroceiros são feitos de máscaras cirúrgicas
as camisas pele punk de panos costurados levam mensagens escritas
as pessoas da rua talvez não saibam ler de verdade   
os automóveis não conseguem atropelar as carroças
alguns só conseguem imaginar pena dos animais

3. todo o ódio futurista aqui desenvolvido

os autos odeiam
autos odeiam é verdade as motos também
bicis
bêbados
velhos
e claro
quando não estão somente indiferentemente ligados nos seus celulares
nas suas musiquitas
e + mas + ignorar as carroças não podem
os autos que só cuidam do seu próprio couro de lata
e até gospem homenzinhos vermelho-
gritão
se estourando as veias no pescoço
prontos pra
à soco
de ódio
a pior guerra tribal
quando a tinta do carro passa por algum arranhão 

4. olha o relógio

diferenciando
é a hora intransitiva das leis
limparem a rua
(Coronel Motors
ao juiz)
sem o carro
de  animal trabalho
fumegando bosta
de comer lixo
e motoristas obsoletos
não sabemos descrever
serviço limpo





Publicado na íntegra em versão antiga na Germina Literatura & Arte... 







Poema parcialmente publicado na revista Babel Poética 3.   daunloude





 
                                                                                                                                      passe
                                                                                                                             






 passe,

////////////////////////////////////////////////////
na faixa de insegurança





passe a frente, por favor



2.








AUTO Da autombusB ARCA Do Glória Para A GLÓRIA
Tomando o Maximbombo de carona com Ronald Augusto  

 passe, diz o cobrador





                           


o povo passa a
the people
a si smashing pumpkins
self-servem-se deles
na machine pump
do maximbombo
McDonald's logo
marcas iguais para os pessoas do mundo todo

e passa e a sis ses mobiliza de esguelha das
rugas-
pegadas de bombas
entre estreitadas de trancos
nas bandas quais em Gaza
os seus condutos de embate quot-
diário
de minuto em minuto
o Seu Motora que retrava
ajeitando os abóboras

o povo passa
a poucos metros da
qui a poucos kilo ou
metros/hora
muitas kilotoneladas de povo bem prensado
para entrega
auto-delivery em se trainning by o que aprendem
num wawabondi caminhão de vaca
havia um verso
lá detrás naquele trem metrô
passa boi passa boisada
passa bonde que passa que passa não pára
e assim por diante
é um verso vindo de todo lugar
não tem de nascença origem certa 

e assim a
el pueblo no pasarán
o povão se mexe
as orgs futuras
passado
os govs do futuro passam
as políticas sejam quais
idéias
até os deuses reis
seus me-réis
amassou a todos o tempo e sempre
o que sobrou foi esta massa
sem tabletes de lei
esfarinhou-se
o bonde da história faz passados

os povos passam
no montado auto do autobuscarro ágrapho quase escrito

em língua esperanto pelo coletivo auto omnibus
no ponto de
esperando chegar passados
tais
sem esperar quefuturos mais

passe, minha senhora, meu senhor




tablóide do grupo RBS de comunicações, RGS, Brasil.



Leitores-reclamam-sobre-lotacao-dos-onibus-na-Regiao-Metropolitana.


"Os ônibus do Bairro Glória, são uns absurdos nos horários do pico. R22, R21, Embratel, Glória Belém Velho, superlotados – com a passagem no preço que está.

Ana Cláudia Carvalho – Porto Alegre


Blog do Carlos Silva



INFORMANDO COM ÉTICA E IMPARCIALIDADE
http://carlossilvareporter.blogspot.com/
















Carlos Silva - Sobral/CE 
23/02/2011
“... o nobre edil quer a solução do problema, e se o município não tem condições financeiras para contratar um carro, talvez tenha condições de pagar uma carroça, sem falar que uma carroça polui menos...




PRIMEIROS FUMOS DA CAÇADA ÀS BRUXAS

    


Publico aqui um poema que jamais publicarei em livro. Não que seu momento tenha passado, visto que os problemas expostos aqui continuam a nos dificultar a existência, incluindo a perseguição publicitária que os governantes do mundo fazem contra os fumantes, transformados em bodes expiatórios dos males atmosféricos causados, principalmente, por uma indústria e por veículos automotores que não estão de acordo, nem com o princípio da sustentabilidade, e muito menos com as preocupações referentes à qualidade de vida da humanidade.Ocorre que o tipo de escrita quase panfletária que usei na época, que me valeu o rótulo de "ultra-esquerda de vanguarda" (eh, eh), não é hábito meu,
Outro motivo que me leva a publicá-lo agora é o fato de que, tendo este poema sido refeito há pouco tempo, em sua estrutura sintática, por um equívoco na edição troquei a palavra "monóxido" por "dióxido". Visando apagar algum resquício de pontuação, apaguei a palavra original e a substituí por outra, semelhante em seu significante, equivocadamente. Se tivesse estudado mais química e estudado menos a minha percepção do ar que respiro, talvez não tivesse me enganado assim na dita edição do poema. 
Mas deixo aí o poema, interessante para quem nunca esqueceu as crianças acéfalas tão noticiadas há alguns anos atrás, e também para quem sofre discriminação social e até agressões nas ruas pelo simples fato de ser fumante.
E quais são as causas desta tragédia de muitos? Provavelmente a intenção de economizar alguns tostões com a previdência, o sistema de saúde, etc.


Poema por ocasião da Medida Provisória que primeiramente coibiu o fumo de tabaco em alguns recintos no  Brasil.                     


naquela nem manhã manhã
nem sol fumava um cano de descarga
ao meu lado pela avenida
e era tosse e vinha o vômito
do monóxido que me entrava
fossa adentro das narinas

e eu nem idéia tinha
que mais poeta e para a margem
naquele dia eu acordava
mais uma lei ali me empurrava

foi sr. presidente assim o decreto
em ambientes mais obtusos
era onde a lei já se cumpria
à riscado e em linha reta

        MANTENHA O AR PURO
               NÃO FUME
   É PELA SAÚDE DE TODO O MUNDO
        diziam já os cartazes

eu era o fumante pasmo com mais um feito
de apartheid e perguntava
e saúde dos que dormem
na rua mesmo barriga rosnando
na coberta fria de ar
deste meu nada amoenus locus no sul
só um exemplo

e que lei que me protege do dragão
que é cada carro e da atmosfera
que se enfumaça pela usança
de cada produto industrioso nosso
e
ora mas tudo isso
é muito
do necessário
já vinham dizendo
no êxtase ainda
os anti-tabaco mas não
pra mim que ando a pé
tem necessidade do seu carro
e pra mim que preciso
é necessário o meu cigarro
que cada qual que um a um
fumo é um dom de ver
a tanta coisa irrespirável
e ao deus ignoto prouvera outra coisa

vão lá governos governadores do goela abaixo
dar remédio na boca de fartura felicidade
e ver as bruxas ali logo embaixo
das suas fuças

e se ao menos não isso
tenham a nobreza não de aristocrata
não me distraiam um povo
com mais esse circo
de discussão tão boba de babaca



17.07.96 


    



ciclo um pouco da merda toda 2012


1. viracocheira

ó senhora
gentil ama e lady
cocheira
que em outra era

    
eu usaria o rebenque
conforme o direito
romano ditante

apaga – 'sta – merda – aí – toda
bufante
de carruagem dos infantes
filhinh

os

do despapá preocupadinho com des
necessidades reizinhos da casa
e deste jeito uns pré
filhinhos de uma puta

bem criados com
lady babysitter
fone 98321283

tira lá gentil dessituada
com toda esta porqueira estacionada
na borda do passeio
esvaziado
de pedestres em eject pra longe
do ofego de fumo lacrimogênio expulso
por pau oculto como
    
um de qualquer corpo suíno
um de um dissimulado

é uma ama dando
na cara o que não presta
o que me dizes
queres que te digam em trovas milady
fedoreira desde hoje fudedeira do
mundo futuro dito
isso com sujo-sentido



2. a ronald augusto sem de cujas sam as traduções de muitos poemas por mim não se traduziria tal poema este aqui 2º

também cagando paa lei e lá os dela macho dela  e
fêmeas
os que as caigaram idem
aporta sim aqui o respeito
que não bateu na minha porta ou
invadiu como nas ditaduras ocidentalmente
mortas
mas sim chegou de berço na cegonha já
que era minha mãe carregando barriga
com meu pai adebraçada

em um incidente como o desses
que todos os dias acidenta as vidas
dos transeuntes
a vergonha é primeira que se foi ausente
e enquanto a passar em ida
damos visto e aceite



e não dos paus da lei poobados per
parávoas
pero peros sirêncios da decência que não me descem
formando sinais que não silentes fazem de
sirenas vezes
  
11 09 2012


3. o carroceiro grita na manhosinha

o carroceiro grita na manhosa seu fanho da manhãzinha
eu encorujo e eu é que não pretendo me encorajar de ir lá no frio
pra nenhuma ver dessas verduras
só de lembrança é visualizo uma carroça de madeira com um véio em cima gordo
puxados por um cavalo nem tanto
grita olha a meterraba
é um velho bem bagaça
sai de dentro de casa uma senhora com o olho arregalado
segue tudo arregrado
a linha de bosta do equino não me incomoda
a merda dos seres humanos vem de longe num rastro
o cavalo puxar a carroça acho um bom negócio
a rua fica limpa sem poluição o cavalo fica saudável
a freguesia acorda cedo e come vegetais para a saúde o cavalo pasta os carros dormitam ainda
não tem atropelo embora agora essa vulgaridade que não vem de agora
também na conta das porqueiras todos na historinha
ficam todos bem tratados e eu respiro melhor aliviado


29 08 2012


    

4. estrelas-anãs                 

quando criança eu tamém tive a preferência

aos carros que às carroças
vocês tamém vão ter o seu dia de serem
grandes (como os pequenos)
idiotas

primeiro me vidravam os carros de corrida
mas foi pouco depois quando
os que amam a velocidade
com um tal de presidente Collor
chamaram de carroça nosso carro
e pau velho
como se a calma e o trabalho
e o atraso fossem a mesma bosta
mas atraso mesmo é qualquer carro rápido
         que tu pa  chegar na hora
      ou nunca
  ele gospe fumaça
um cavalo me disse
no trânsito de torcida entranha
e era mais esperto que muitos

o mero pum do carro é pior que o cocô do cavalo
nunca escuto o cavalo dar um pio de um relincho
em meio à sociedade
já os autos que maleducados
uns peidões gritões
que babugem sai de sua bocas motoristas
e já quem sabe o que um equino baba
o que ele diria
provavelmente algo mais pela justiça
            que tudo isso

esperam esperam
pra falar
não sei
se o falsamente tão perto dia em breve
que os carros passem por cima dos bi e dos quadrupedestres
não como de tomates
nem como em um v
oo
de galinha e num voo
de ave ave
ave
a v
er

ah que é passei mai calmo aqui embaixo
desque nada que
lencimapasse
não caia
de estrela cadente nã 
e cai caia balão
de estrela-anã  
e só cá na mi’amão                                         
  
    
13 09 2012



5. quem come caga

tem um sentido de orgulho de ter
em casa de térreo chão
gramado também muito terreiro
sem corte e de folhas secas das árvores dando de pilhas
e na frente um muro baixote para
mendigos poderem pular e cagar
para o outro lado de dentro
abrigado

e tem algo de soberba eu como o mahatma reunir
tudo isso com a merda
dessa
latrina de párias
porque a merda de um mendigo
é mais limpa que a de qualquer
que ganhou pão
engolindo não sei que porcaria
que mantenha
mesmo que em migas
apoiada em pé nossa estrutura
e deixe ainda ao qualquer numa posição mais nobre
em pirâmide essa

a qualquer tal de vocês a quem é dada a suíte faraocial
o lugar honoris alto no mausoléu
onde foi cimento o muito sovado
de carne sem nem direitos dos operários

digo é melhor continuar sentando aí na pontinha
deixando escorrer as suas fezes liquefeitas
pelas paredes de medo em alteranças
por vazantes dos rios nilos

temos visto que estas coisas terminam em autocanibalismo

e da consciência cagada
não há santo que limpe
a sujeira

dela sorte entre vocês têm os que não a tenham


07 09 2012



6. primavera das pragas
    
Flores que preferimos pisar. Nada pessoal. 
Apenas ético.

são o adubo que não vai dar em nada
é época das cores mais feias
parecem uma espécie
de praga nos canteiros das avenidas
as flores com caras de candidatos
pior lançamento-estação das primaveras já vistas
nas floreiras
quando nos chegue o derradeiro dia da festa
da democracia
vai ser fim de primavera da minha praga
com todas as corolas
espalhadas para o pisoteio
ninguém as quer
as querem mortinhas da silva
a sujeira vai pesar qual de outono o mais sujo
com as ruas cobertas de panfletos para
nos adentrar no pior
e de sempre
inverno
escuro como
nuclear ao quadrado
e aprontando melhor com a gente pra as coisas que mutação não sofrem
coisas tais que só sofrem a ação de
serem as mesmas
ou quem sabe neste senso
não são sofrentes de nada porque sim o votante em potência
e essa é a primavera é a
vera a verdade a
vera das veras que ninguém quer primidade de ser primo digo
nem ninguém quer ver a sua prima idade
(e sua última)
mas sendo eleitos leitões pra mamar deitados
quem o sabe
para o próximo e longo inverno de Praga
nuclear ao catzo
nem ao quadrado
são o adubo que não vai dar em nada
era como eu começava

04 09 2012



7. A CALÇADA DE INFAMES

    
velociclísticos
e tramoieiros e provalecidos
de desordenado bando
casual

de cada dia
se reúne em
arrodeada de
relógio de sol
esse
de horário de almoço comercial e
contam seus causos cada
vendo
quem ri mais alto
e o que é não contado
é o quem ri por último

em carpe diem
um dia carpido
por ser o alfa
antes que a janta
os carpa
os cape
os descapacite
os decapite
do seu ponto alto

08 10 2012




8. DADO NO 7

calçada onde tem faço uma aposta no pensamento
vou fazendo escolhas
de quadrados
dizia einstein que deus não é chegado do jogo
de dados
uma goteira no guarda-chuva
lança pelo menos um dardo
na minha cabeça
já fiz essa aposta

no um ano de retardo
que a chuva veio
ela forma a bacia amazônica com as ruas daqui
arrastando um que sou eu a tirar
e quase mandar o sapato
nadar pra bem longe
pro esgoto
qual se fosse eu o cara pré-urbano
incivilizado
e jeca-tatuado de pés descalços
e já minha esposa 
divide inclusive o ilhéu de uma pedra
saliente com
uma ratazana sem vias
senão
decidir-se ao nado
fica decidida a igualdade

hoje
quando
mais um pouco e os carros
daqui a pouco engasgados empacam
e dejetam
condutores à cata do próximo bueiro senão o próprio
e querendo despejar quem sabe indigentes das marquises
ficam
tudo e todos da mesma peça no tabuleiro
bem jogado desse aguaceiro de deus que desaba
o mundo e
que desliza nas lombas em cascatinhas
pedras pretas se iluminando por essa luz
por essa que pouco passa
pro asfalto as
águas rolam &
rolo 
sendo eu um dado que pode
dar um número improvável

19 09 2012


    
Protesto kuasi= protestado(?)












9. um antipoético ginsberg

embora o guru ginsberg diga sob
este ponto de vermos
um antipoético
"meta a mão no monte de merda"
"é o mundo" dizer que "a política o fez sujo" é uma outra das boas
suas

por enquanto uns como
eu
planejo me manter numa vida
asséptica embora
não tão de asceta e
vou limpando o lixo eleitoral das
propagandas que pela frente me infectam


05 1012




  
10.
Poemas

alegre
logradouro
do êxito

não hesito
em dizê-lo
são meus
    
Foto Janaína Bueno Bady, edição (simples) Adriandos.

  
ninguém rouba                                                

objetos
que tem casa
aqui no peito

ninguém me rouba
o orgulho

de
ter vivido
e feito



(meados dos anos 1990)




11. PAR

Caramujo preto
De latrina
Pública
Meu poema bate
Na próxima
Porta
Senta lendo e se en-
Rod’
Ilha


(meados dos anos 1990)








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tourism over 
________






                            


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